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A Presidência

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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Emissão da Guia de Contribuição Sindical

DICAS  IMPORTANTES  PARA O PREENCHIMENTO DA GUIA:

1º Passo Acesse o site da Caixa Econômica Federal www.caixa.gov.br/, clique "Contribuição Sindical" http://www.caixa.gov.br/voce/contribuicao_sindical/index.asp
 2º Passo: Clicar na opção: EMISSÃO DE GUIAS

3º Passo: Digitar os caracteres de segurança apresentados em tela e clica em: CONFIRMA

4º Passo: Clicar na opção: INCLUIR GUIA

5º Passo: Digitar os dados da Entidade Sindical beneficiária da arrecadação:
Tipo de Identificação da Entidade: clique em CNPJ. ou Código da Entidade Sindical
 CNPJ ou Código da Entidade Sindical: 00380
 Grau da Entidade: Federação ;
 e clique em CONFIRMA 

Geração da Guia de Recolhimento da Contribuição Sindical Urbana - GRCSU
para pagamento

Estará escrito Federação com Código Sindical 00380 Categoria Autônomos, UF-RS 

6º Passo: verifica os dados da Entidade Sindical e clica em: CONFIRMA

7º Passo: digita os dados das GRCSU, informações da arrecadação e do contribuinte, e clica em: CONFIRMA

 * Vencimento: A CAIXA disponibiliza a data de 30/04/2011 (exercício de 2011), 30/04/2010 (exercício de 2010). Outras datas nem sempre abrem a guia.   Então coloque a data do possível pagamento a ser realizado.
Ano vigente em Exercício. Informe seus dados pessoais: nome, CPF, CEP, endereço.  Pague na CAIXA ou casas lotéricas até a data do vencimento, após esta data somente na CAIXA.  Não se preocupem com vencimentos atrasados, pois os juros e correção monetária são baixos.

*   Valor: R$ 5,70  
           
Já no final da Guia: Código da Atividade: 960  (os Guias de Turismo não tem código)

8º Passo: confere os dados da GRU e clica em: VISUALIZAR IMPRESSÃO

9º Passo: prepara a impressora e clica em: IMPRIMIR

Federação
Fenagtur - 00380
Como o Singtur-Pa não possui Código Sindical, utilize o Código Sindical da FENAGTUR.

Texto: Wilson Santos/Bach. em Direito e Consultor Guia de Turismo. Disponível em: http://guiadeturismo.blog.terra.com.br/2011/01/30/contribuicao-sindical-2011-dicas-para-impressao-da-guia/, publicado em 31/01/2011.
Adaptado: Guia de Turismo Ângela do Mar

domingo, 8 de dezembro de 2013

Belém e seus mistérios!


A mesa ao lado era a mais animada de um restaurante no igarapé Periquitaquara, lá na ilha do Cambú, que se estende nas águas cor de ferrugem do Guamá. Tomava um suco de taperebá quando ouvi um japonês dizer três palavras em inglês aos membros de uma equipe que filmava naquelas paragens.
Essas palavras - shampoo, poison, ecstasy - me deixaram intrigado. Me aproximei da mesa dos atores e perguntei ao japonês o que ele queria dizer com isso. O homem magro e baixo olhou para uma travessa com arroz e disse em inglês: shampoo é maravilhoso. 

Só então entendi que ele se referia ao jambu: a erva deliciosa que enobrece ainda mais a culinária da Amazônia. 

O estrangeiro chamava-se Takashi; era um mestre butô e tinha viajado de Berlim a Belém para mostrar sua arte a atores brasileiros. Conversamos sobre butô e o filme e, quando o mestre disse que Belém era uma magia, perguntei: por quê? 

"Porque tudo me surpreende nesta cidade", ele disse. 

Mencionou as pancadas de chuva, pontuais e breves. O cheiro, o tamanho e a idade das mangueiras, que impressionariam um indiano; as feições asiáticas de muitos paraenses; citou o Museu Goeldi, a Cidade Velha, o Mangal das Garças e uma cena que ele tinha visto no porto: garças e urubus, juntos e em paz, bicando vísceras de peixes enormes. Um mendigo, com uma manga verde sobre o peito, dormia numa calçada, enquanto uma ratazana saía do esgoto e atravessava a avenida Generalíssimo Deodoro. Enumerou palacetes e casarões arruinados e disse que o passado não era menos decadente que o presente. Quando falou das frutas, tentei ajudá-lo a pronunciar palavras difíceis para um asiático. Elegemos, sem discórdia, a melhor de todas: o bacuri. 

"Talvez uma das mais saborosas do mundo", disse o mestre butô num inglês razoável. 

Me despedi de Takashi e dos atores, entrei na voadeira, atravessei o Guamá e atraquei no porto de Santa Isabel. Estava hospedado no Reduto, coração da cidade. Por volta das 11 da noite, fui ao único bar de Belém em que a melodia e o ritmo do carimbó ainda não haviam excluído o banjo, a flauta e os maracás. Alguém na penumbra acenou para mim. Era o mestre butô, que também queria ouvir o carimbó tradicional. 

Notei que os sons do batuque, do clarinete e do saxofone levavam Takashi ao êxtase, tal como o jambu que ele comera no restaurante. Para minha surpresa, ele perguntou se eu não queria provar cachaça de "shampoo". Tomei uma golada que me fez perder o fôlego e deixou um travo amargo na língua queimada. 

O mestre riu, animadíssimo: "Não é uma bebida maravilhosa?"

Depois, começou a falar sobre montanhas, rios e árvores de seu país, em cuja região central havia macaquinhos que entravam num lago frio e saíam pulando, como fazem os humanos. 

"Ontem, me lembrei desses macacos do Japão", disse Takashi. "Eu observava uma árvore imensa no museu Goeldi, quando uns macaquinhos caíram nos meus ombros".

Bebeu mais gole de cachaça e me olhou com um ar nostálgico. 

"Grandes dançarinos", prosseguiu o mestre butô, como se falasse para si mesmo. "Eram atores incríveis... A vida era a própria dança... Eles expressavam em silêncio todos os sentimentos humanos". 

O que faz a cachaça de jambu, pensei. Mas eu estava equivocado: Takashi referia-se à amiga Pina Bausch e a Kazuo Ohno, o grande mestre butô. 

Lá pelas tantas, ele dançou carimbó com uma cabocla e não demorou a pegar o ritmo. Só de vê-los dançar, fiquei exausto. Quando os músicos silenciaram, andamos até a Estação das Docas e paramos no porto. Já amanhecia quando Takashi ficou de frente para a baía do Guamá, olhando o céu avermelhado e a água ainda escura do rio. Tirou a camisa e os sapatos e deu uns passos curtos e ágeis, movendo as mãos com gestos rápidos, como se fosse um mágico. 

Enquanto dançava ou encenava, o rosto mudava sutilmente de expressão. Juntou gente para ver a performance do mestre butô: pescadores que tinham chegado da Cachoeira do Arari, peixeiros do Ver-O-Peso, mulheres que vendiam amuletos e temperos, e tantas pessoas erradias dessa cidade que Mário de Andrade quis como se quer um amor: "o inconcebível amor" que Belém despertou no escritor paulista. 

Quando o mestre parou de dançar, fez um gesto de saudação ao sol, ao Guamá e à plateia, deu adeus a todos e sumiu entre os quiosques do mercado. 

Escrito por: Milton Hatoum 
Publicado em: Estadão de São Paulo. Disponível em: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,um-mestre-buto-em-belem-,1084496,0.htm

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013


Círio de Nazaré é declarado Patrimônio Imaterial da Humanidade

Reconhecimento

Festa em honra de Nossa Senhora de Nazaré é realizada anualmente em Belém desde 1793

A festa à Virgem de Nazaré, que congrega milhares de fiéis todos os anos em Belém (PA), agora também é Patrimônio da Humanidade. A Oitava Reunião Anual do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Imaterial, da Unesco, aprovou nesta quarta-feira (4) a inclusão do Círio de Nazaré na Lista Representativa do Patrimônio Cultural da Humanidade. Agora, o Brasil possui quatro bens imateriais inscritos. Também são Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade o Samba de Roda do Recôncavo Baiano, Arte Kusiwa – Pintura Corporal e Arte Gráfica Wajãpi e o Frevo: expressão artística do Carnaval de Recife.

A reunião do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Imaterial na cidade de Baku, no Azerbaijão, de 2 a 7 de dezembro, recebe 800 delegados de cerca de cem países. O encontro fará também um balanço dos dez anos da Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, que desempenha papel crucial na promoção da diversidade cultural em todo o mundo. Este ano, além do Brasil com o Círio de Nazaré, outras nove candidaturas serão avaliadas pelos 24 países membros do Comitê, entre eles o Brasil.

O Círio de Nossa Senhora de Nazaré
A festa em honra de Nossa Senhora de Nazaré, realizada em Belém, tem como principal procissão o Círio, que ocorre desde 1793. A festa religiosa envolve outras celebrações que começam em agosto e se prolongam 15 dias após o Círio no chamado Nazareno. Sagrado e profano se complementam mutuamente, promovendo um fato social de dimensões religiosa, estética, turística, cultural e econômica. Para os paraenses é o momento de demonstração de fé e reiteração de laços familiares e afetivos.  Atualmente, o Círio de Nazaré agrega mais de dois milhões pessoas no dia principal da procissão.

A jornada de fé e devoção considerada, uma das maiores concentrações religiosas do mundo, foi o primeiro bem cultural inscrito pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artísitico Nacional (IPHAN) no Livro de Registro das Celebrações como Patrimônio Cultural do Brasil. Sua inscrição na Lista Representativa do Patrimônio Cultural da Humanidade contribui para dar visibilidade aos patrimônios culturais imateriais do mundo. 

O Círio ocorre há 220 anos contínuos e possui grande capacidade de mobilização popular. Em sua primeira realização, contou com cerca de 10 mil pessoas, atraídas por seus elementos que conformam a identidade brasileira: sua a gente, o colorido e o sentimento de devoção e fé que dão movimento e vida a muitas manifestações religiosas populares por todo Brasil.

A origem do Círio de Nazaré está envolta em mitos que se misturam a fatos históricos. As festividades são centradas na devoção à imagem de Nossa Senhora de Nazaré, que, de acordo com os devotos, foi encontrada por um homem do campo chamado Plácido. Ele descobriu uma pequena imagem da Virgem de Nazaré entre as pedras cobertas de trepadeiras, às margens do igarapé Murutucu, atualmente local da Basílica de Nazaré. Plácido levou a imagem para casa e, no dia seguinte, ao acordar, ela havia desaparecido. Assustado, correu ao local onde a encontrara e percebeu que a imagem havia voltado para o mesmo lugar.

O fenômeno repetiu-se várias vezes, até que o governador da época mandou que a imagem fosse levada para a capela do Palácio do Governo, onde ficou guardada pelos soldados. Mas, no dia seguinte, a santa foi de novo encontrada às margens do igarapé, com gotas de orvalho e carrapichos presos a seu manto, prova da longa caminhada. A notícia atraiu para a palhoça do caboclo habitantes da cidade que, de curiosos, passaram a engrossar as fileiras dos devotos da santa milagrosa. O Círio de Nazaré revive esse trajeto – o ir e vir – feito pela Santa.

Fonte: Portal Brasil. Disponível em: http://www.brasil.gov.br/cultura/2013/12/cirio-de-nazare-e-declarado-patrimonio-imaterial-da-humanidade